Bambule
Solyanka, 1/2s1
Aberto até às 06:00
Horário:
Aberto até às 06:00
Segunda-feira08:00-00:00
Terça-feira08:00-00:00
Quarta-feira08:00-00:00
Quinta-feira08:00-00:00
Sexta-feira08:00-06:00
Sábado08:00-06:00
Domingo08:00-00:00
Bambule — bar de coquetéis e vinhos do Publife Group, na Solyanka. Coquetéis de Vitaly Bgantsov, vinhos de Marusya Milovidova. Boémia despreocupada e vinhos naturais em dois pisos, junto a Kitay-gorod.
Na Solyanka, a dois passos de Kitay-gorod, atrás de uma porta pesada esconde-se um bar com biografia berlinense: o Publife Group — até então conhecido por projetos de cerveja — decidiu entrar no mundo dos coquetéis e dos vinhos naturais logo com cartas sérias na mão. Para a componente de bar, juntou-se Vitaly Bgantsov; para o vinho, a sommelier Marusya Milovidova, que trabalhou com o «Gorynych» e vários outros estabelecimentos moscovitas que se tornaram referências no mapa da cidade.
Na opinião da equipa do nosso guia gastronómico, o lugar já merece o título de lendário — os bons bares de Moscovo ficam connosco durante muito tempo.
O interior do Bambule foi construído segundo o princípio «trazer, não comprar num showroom»: as peças foram recolhidas em feiras de velharias de Berlim e da Europa. Livros com lombadas gastas, figuras com história, casacos de pele pendurados, superfícies desgastadas — não como descuido, mas como escolha consciente, ao lado de mobiliário pesado. O charme desperta ao aproximar-se da noite. Quem quiser ir mais fundo desce ao piso menos um, onde é mais silencioso e mais escuro.
A lista de coquetéis é curta e não tenta impressionar pela extensão. Bgantsov constrói-a em torno da precisão: cada referência é pensada, sem ingredientes a mais só para engrossar o menu. A carta de vinhos tem cerca de trinta referências, que mudam constantemente: pét-nat, vinhos laranja da Geórgia, tintos turvos, biodinâmica de pequenos produtores. As «meias-de-vidro» (colgotki) são uma história à parte, com fiéis seguidores no Bambule. A escolha entre um copo de vinho e um coquetel de autor é a principal pergunta que os clientes se fazem aqui.
A comida não pretende ser um jantar completo. Patês, mezze, petiscos — lógica de bar, sem ambições gastronómicas. O que os une é o pão artesanal de Olga Kiselyova: denso, com carácter, que prende a atenção tanto quanto as bebidas. O bairro de Pokrovka dá o tom: descontraído, com um espírito ligeiramente petersburguês — a moldura certa para um lugar onde não se tem pressa.