El Pimpi
Bolshaya Nikitskaya, 12
Abre às 12:00
Horário:
Abre às 12:00
Segunda-feira12:00-00:00
Terça-feira12:00-00:00
Quarta-feira12:00-00:00
Quinta-feira12:00-00:00
Sexta-feira12:00-02:00
Sábado12:00-02:00
Domingo12:00-00:00
A Alba Group abriu, na Bolshaya Nikitskaya, o El Pimpi, uma casa espanhola com ênfase na cozinha de carne, sob a direção do chef de marca Enver Dzhemilev, inspirado numa viagem pelas regiões de Espanha. Interior eclético, flamenco ao vivo e coquetéis com carácter.
O nome escolhido para o novo projeto da Alba Group é uma provocação com acento ibérico. Em calão espanhol, El Pimpi significa «alcoviteiro» — alguém que propõe aquilo que não se encontra em mais lado nenhum. O restaurante na Bolshaya Nikitskaya, 12, promete exatamente isso: uma história de carne com temperamento espanhol, música ao vivo e coquetéis, cada um com o seu próprio nome e a sua própria biografia.
Na opinião da equipa do nosso guia gastronómico, o El Pimpi é um lugar onde se vai não só para comer, mas também para beber: à noite tem a sua própria atmosfera, bastante peculiar, que não agrada a todos.
O interior foi desenvolvido pelo atelier moscovita Artworks, de Andrey Tsygankov e Natalia Em. As paredes estão cobertas de murais narrativos — não decorativos, mas contadores de histórias: imagens que se vão decifrando aos poucos, da entrada ao balcão de bar. A pintura junto ao bar está, em espírito, próxima do encontro entre Dalí e Miró: formas surrealistas, contornos marcados, combinações de cores inesperadas. O mobiliário vivo e os quadros de carácteres variados criam a sensação de um espaço reunido ao longo do tempo, e de propósito — como o gabinete de alguém que adora ver os clientes pararem diante de mais um exponente.
Pela cozinha é responsável o chef de marca Enver Dzhemilev, que já construiu o menu de vários projetos da Alba Group — Pafos, Yug 22, Lou Lou. Antes de lançar o El Pimpi, percorreu as regiões de Espanha, e esse itinerário lê-se no menu. A viagem começa com tapas: croquetes de presunto, pão com manteiga de presunto, tapas El Pimpi. Entre as entradas, tártaro de vaca, servido dentro de uma cabeça de touro: um gesto teatral, mas enraizado na tradição cultural. Fatias de ribeye chamuscadas, com batata frita — um prato sem rodeios, direto e preciso. Salada verde com alcachofras espanholas e queijo de ovelha Manchego — uma pausa leve antes de histórias mais pesadas. Pimentos Ramiro, recheados com atum tataki — uma interpretação de autor de um clássico, com uma reviravolta inesperada.
O lugar central entre os pratos principais é ocupado pela pá de borrego to share: um dia inteiro em marinada de ervas, depois no forno até ficar dourada — receita pessoal do senhor El Pimpi. Os rabos de touro são estufados em Malbec, a empanada é recheada com carne de costela, e a sopa de costela de touro tem uma linha própria no menu. A paella com cantarelos negros e jalapeño é o prato principal, ao qual se pode juntar ribeye ou picanha, em formato individual ou para grupo. Para quem prefere peixe, robalo com molho de limão. O jantar termina com torrijas — brioche frito com dois tipos de gelado e molho de doce de leite — ou cheesecake basco com xerez.
A carta de bar está construída como uma série de contos curtos: Mr. El Pimpi à base de Beluga Botanical, Bandolero, Fiesta, Señora. A coleção de vinhos abrange toda a Espanha — da Rioja intensa à Garnacha leve. À noite junta-se à mesa um programa ao vivo: flamenco e músicos. Um projeto vivo e, ao mesmo tempo, ambíguo — uns vêm pela comida, outros pela atmosfera, e estes dois públicos nem sempre se cruzam. A cozinha espanhola em Moscovo raramente é tão sonora — o El Pimpi não pretende sê-lo: faz apenas o que sabe fazer, com descaramento espanhol.