Bistrô francês do Lucky Group, na Bolshaya Nikitskaya. O chef de marca Dan Miron e o chef Taras Kiriyenko preparam clássicos com forno a lenha e hosper. Um daqueles raros lugares que se sentem como um regresso a casa.

Na Bolshaya Nikitskaya, entre o Conservatório e o Arbat, o Lucky Group abriu um bistrô com um nome que fala por si — Mamie, que em francês significa «avó». A palavra dá o tom a todo o projeto: nada de truques gastronómicos nem apresentações complicadas. A cozinha está a cargo do chef de marca Dan Miron e do chef Taras Kiriyenko — a sua abordagem cabe numa frase: encontrar um excelente produto e prepará-lo depressa, de forma simples e saborosa.

Na opinião da equipa do nosso guia gastronómico, o Mamie é um daqueles raros lugares que se sentem como um regresso a casa.

O designer Alexey Penyuk, da Studio APAA, mergulhou a sala na estética de uma casa de campo do sul de França — e acertou em cheio. O interior lê-se como contemporâneo, mas ao mesmo tempo surpreendentemente autêntico: como se tivesse chegado a uma velha casa de campo, onde tudo é um pouco retro, mas ainda assim incrivelmente agradável à vista. O chão é revestido a travertino, os tetos forrados a tábuas de celeiro, as janelas e a fachada acabadas em carvalho vermelho. O mobiliário foi escolhido dos anos cinquenta e sessenta — cadeiras e mesas gastas pelo tempo, que parecem estar ali desde sempre. Nas paredes, obras de jovens artistas; ao lado, castiçais vintage e flores frescas. O olhar prende-se em inúmeros pormenores: cada canto da sala foi pensado ao detalhe. A iluminação é suave e quente, e o uniforme da equipa acerta exatamente no tom. A sala tem capacidade para 110 pessoas, e na sala da direita há uma mesa grande para grupos — uma ótima opção para um aniversário.

A base do menu é o clássico francês testado e aprovado: tártaro parisiense, entrecosto com molho de pimenta, sopa de cebola. O forno a lenha e o hosper assumem grande parte do trabalho. A perna de pato sai com uma crosta bem tostada, e a batata com cebola é um verdadeiro teletransporte para a infância, uma cópia da receita da avó. Vale a pena falar em separado das entradas — são realmente excelentes aqui, e muitos clientes pedem várias de uma vez. O niçoise é servido numa versão ampliada: atum cozinhado em vez de cru, alcachofras, feijão-verde e tomates de primeira qualidade. Os pequenos-almoços são um ponto forte à parte: crepes, omeletes, atualizações sazonais a cada poucos meses. Entre as sobremesas, vale a pena reparar na tarte de maçã com crème anglaise.

A carta de cocktails foi criada pelo chef de bar Maxim Gorelik — aqui cruzam-se receitas clássicas e acentos franceses. O Kir Royal é feito com licor de frutos vermelhos caseiro, e o Provence Spritz é servido de torneira. O vinho foi escolhido por Dmitry Kipelkin e Elena Akhvatova — a copo, só França, de châteaux tradicionais a jovens vinicultores. A quem quiser sair das fronteiras francesas, é oferecida a opção através do Coravin.

Os nossos clientes incógnitos avaliaram o jantar com 8 em 10 e o pequeno-almoço com 8 em 10.